domingo, 28 de novembro de 2010

Revolução de 1923

   A Revolução de 1923 também chamada de libertadora. Foi o último grande confronto envolvendo as elites do RS.
Em 1923, chimangos e maragatos enfrentaram-se novamente, mas agora o motivo da revolta dos maragatos era outro: a reeleição de Borges de Medeiros.
Borges foi o sucessor de Júlio de Castilhos, que, foi indicado pela quinta vez consecutiva ao governo do estado. Em 1922 ele venceu a eleição por meio do voto de cabresto, derrotando Joaquim Assis Brasil, o candidato da oposição.
Isto provocou a indignação dos maragatos, que não aceitaram esse resultado e resolveram pegar nas armas outra vez.
Teve início a Revolução de 1923.

   Nesta Revolução se descaram os legendários comandantes rebeldes, Leonel Rocha e Honório Lemes (o leão do Caverá).
A luta foi desigual, mas possibilitou ao Rio Grande do Sul articular uma política de paz e de unidade que se projetaria em termos nacionais, em 1930.
Os libertadores agiam buscando o fim da era Borges. Tinham consciência de sua inferioridade em homens e armas, mas queriam forçar uma intervenção do governo Federal no Estado. O Presidente da República Arthur Bernardes, enfrentando contestações militares, preferiu manter-se alheio ao conflito.


Júlio de Castilhos:




Borges de Medeiros:



Assis Brasil:



Força do General Honorio Lemes (Leão do Caverá), Alegrete:


General José Antônio Mattos Netto e seus oficiais, Revolução de 1923:


Coluna de atiradores de São Gabriel:


19/06/1923 - Feridos do segundo combate sobre a Ponte do Rio Ibirapuitã, Alegrete. Luta travada ente as forças revolucionárias (maragatos) e as forças legalistas do Governo do Estado (chimangos):


Estácio Azambuja com o filho Ary Azambuja à sua direita e o genro Félix Contreiras Rodrigues (pai do Prof. Eduardo Contreiras Rodrigues) à esquerda, no acampamento em Aceguá, RS.
Foto gentilmente cedida pelo Prof. Cláudio de Leão Lemieszek, autor do livro NOTÍCIAS DA REVOLUÇÃO DE 1923 EM BAGÉ,A CAPITAL DA PAZ, Praça da Matriz Ed.: Bagé, 2008, para o blog Auxiliadora 1976:



Da esquerda para a direita: Mena Barreto, Estácio Azambuja, Zeca Netto, Honório Lemes, Assis Brasil, Setembrino de Carvalho, Angelo Pinheiro Machado, Leonel Rocha, Felipe Portinho, Chiquenote Pereira, no pátio do Palacete de Pedro Osório, em Bagé, RS:










Um comentário:

  1. Boa tarde a todos! to lento a História revolucionária do Rio Grande do Sul ,e fantástica, e o que falta hoje la em Brasilia, homens dignos que assumam a direção deste Pais e não prejudiquem o povo.Rio Grande do Sul e exemplo de Homens que souberam direcionar suas batalhas com sabedoria.

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